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PNUD e governo capacitam técnicos em sistemas de refrigeração para proteger camada de ozônio
[02/09/2016]



Nesta semana (30 e 31), o Ministério do Meio Ambiente e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) reuniram cerca de 60 técnicos e engenheiros em Brasília para um curso sobre a sustentabilidade de sistemas de refrigeração. A iniciativa faz parte de um projeto da agência da ONU e da pasta federal para eliminar os HCFCs das cadeias produtivas de ares-condicionados.

“Queremos capacitar os técnicos para as boas práticas, para que não haja vazamento de substâncias danosas para o ozônio na atmosfera”, explicou a representante do MMA e gerente de iniciativas sobre o tema, Magna Luduvice.

Os HCFCs são substâncias que agridem a camada de ozônio, responsável por proteger o planeta da radiação ultravioleta. O Brasil é referência mundial no combate à destruição desse escudo natural da Terra e tem cumprido com rigor as metas estabelecidas pelos tratados internacionais.

“O curso faz parte das ações do Protocolo de Montreal, protocolo responsável pela proteção da camada de ozônio, no Brasil”, lembrou a gerente do tratado para o PNUD, Ana Paula Leal.

“Como ações do projeto, já realizamos três seminários sobre o tema, no Rio de Janeiro, Fortaleza e São Paulo, dois retrocomissionamentos em edifícios em São Paulo e ainda teremos outro curso de capacitação em São Paulo, em 5 e 6 de setembro”, destacou.

Segundo o PNUD, o Brasil tem investido na evolução tecnológica de seu parque industrial para conseguir substituir os HCFCs e lidar com os produtos que, no passado, utilizavam esse tipo de composto químico.

Para o especialista e palestrante do curso Tomaz Cleto, é fundamental que as transformações do setor produtivo de refrigeração e as adaptações dos aparelhos garantam o bem-estar do usuário.

“Quando colocamos o ar-condicionado em uma empresa, isso também significa que teremos uma produtividade maior porque os funcionários estarão mais confortáveis. Se está desconfortável, com pessoas passando frio ou calor, tudo o que está sendo gasto de energia é à toa”, disse.

Para Luís Cesar Modesto Rosário, que trabalha com sistemas de água gelada na Transpetro, no Rio de Janeiro, mudanças em edifícios, manutenção e adequações de equipamentos antigos exigem parcerias e diálogos. “Fazer uma interação com o poder público local é muito importante”, ressaltou.


Fonte: ONU

 

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